segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Belém/Mosqueiro via Icoaraci e Outeiro: Cadê a ponte Dudu?

Até o momento a promessa da ponte ligando Mosqueiro a Outeiro, feita pelo prefeito de Belém, Duciomar Costa de encurtar a distância e o tempo de acesso até Belém, para muitos, não passou de um "factóide oficial da Prefeitura de Belém". (Por enquanto a única forma de ligação via ponte ainda é pela Sebastião R. de Oliveira, inaugurada em 1976 - Foto ao lado).
Na verdade, alguns analistas polítcos acredtam que a notícia da da nova ponte foi uma forma que o prefeito encontrou em 2009, enrolado até o pescoço com notícias de denúncias vindas principalmente da área de saúde do município, para tentar desviar o foco da grande imprensa e de seus opositores - anunciando a construção de uma ponte Outeiro-Mosqueiro no valor de 300 milhões de reais. O tal projeto estaria pronto já em abril de 2009. O resultado dessa promessa é que não se viu mais nenhuma notícia por parte da prefeitura com relação a ponte e muito menos do projeto.

Anunciou, ainda o alcaide, que a PMB iria construir uma nova malha rodoviária ligando Belém a Mosqueiro, através de Outeiro a um custo avaliado de 300 milhões de reais. Falou-se até em 150 milhões de Euros. O prefeito, inclusive, comunicou que o projeto estaria pronto ainda em 2009, especificamente em abril daquele ano, mas até agora nada! Aliás, nesse período, a única notícia que tivemos foi a construção e inauguração de uma ponte para Mosqueiro. Isso mesmo - em Mosqueiro! Porém, o Mosqueiro privilegiado foi o de Aracajú no Estado de Sergipe, conforme outra postagem neste blog.

No aniversário de Belém/2011, ocorrido em 12 de janeiro, o tema nem foi tocado. Estranho, muito estranho! Devido a grandeza do mega-projeto da nova ponte. O que seria o anúncio de um grande presente pra Belém ficou no esquecimento. A divulgação da nova ponte só foi feita mesmo naquele ano da crucial crise da saúde. Veja abaixo um dos noticiários sobre a costrução da nova ponte do Dudu.

A interligação Belém-Mosqueiro por rodovias de acesso e quatro pontes nos distritos de Icoaraci e Outeiro é hoje a principal estratégia de crescimento de Belém, disse ontem (11/03/2009) o prefeito Duciomar Costa, durante sobrevoo na área do projeto, que deve ser concluído até mês que vem, com orçamento estimado em R$ 300 milhões. A expectativa é reduzir o tempo da viagem em mais de 50 minutos e a distância em 60 quilômetros entre Belém e as duas ilhas.
Duciomar Costa sobrevoou de helicóptero os distritos para definir a localização exata dos acessos viários e das pontes que vão constar do empreendimento. O projeto trará, com detalhes, o levantamento topográfico da área, das estradas que serão abertas e das quatro pontes que serão construídas para efetivar as interligações Icoaraci-Outeiro e Outeiro-Mosqueiro, além do estudo geológico e de impacto ambiental.(Na foto abaixo o Mapa onde se posicionará a nova malha viária com a ponte em traço amarelo).


A conexão entre Outeiro e Mosqueiro é inédita. Vai possibilitar que a distância entre Belém e a ilha, a partir da ilha de Caratateua, seja reduzida de cerca de 60 quilômetros para apenas três. A iniciativa do projeto, segundo o prefeito, é hoje a mais importante estratégia de crescimento da capital, já que a cidade, hoje, só pode crescer para as ilhas.
BLOQUEIO - Na análise do secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Pimentel, Ananindeua, na Grande Belém, passou a bloquear o crescimento de Belém no continente. ‘A longo prazo esse projeto significa crescimento acelerado para Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro. Com a interligação, Mosqueiro seria para Belém o que a Barra da Tijuca representa hoje para o Rio de Janeiro’, comparou. Assim, a capital do Estado teria, de ponta a ponta, de um extremo ao outro, a interligação pelos rios.
De um lado, a orla que chega com o projeto Portal da Amazônia; de outro, os distritos de Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro com infraestrutura e malha viárias apropriadas. O secretário municipal de Urbanismo, que acompanhou o prefeito no sobrevoo, informou que o valor de R$ 300 milhões compreende investimentos na obra como um todo, como pontes, rodovias de acesso, urbanização da área, mais iluminação pública.
Sérgio Pimentel disse ainda que os estudos que vão compor o projeto básico definirão, por exemplo, se a principal ponte da interligação será ou não estaiada, ou seja, com cabos de aço ou estaios, no mesmo modelo da ponte da Alça Viária. O projeto executivo trará o detalhamento do projeto básico, e as etapas da execução.
CAPACIDADE - ‘Belém está confinada e precisamos destravar isso, que é o que prevê o Plano Diretor Urbano (PDU). Também vamos fazer um projeto específico para produzir planos diretores específicos para as ilhas’, reiterou o prefeito. A principal ponte que vai interligar os dois distritos de Belém terá 1,5 mil metros. Também constarão do projeto básico outras três pontes; a primeira delas vai fazer a ligação entre Icoaraci e Outeiro, substituindo a existente hoje.
Duciomar Costa ressaltou que a nova ponte que fará a ligação entre Icoaraci e Outeiro será projetada para suportar veículos pesados, já que a atual não tem condições e nem capacidade para absorver o impacto de grandes cargas. O projeto de interligação viária com as quatro pontes será licitado para início imediato das obras, em maio. Segundo o prefeito, os recursos para garantir a execução da obra serão próprios, com a parceria do governo federal. Matéria veiculada em 12/03/2009

2 comentários:

  1. Mais uma vergonha com falsas promessas de políticos corruptos de nosso Estado!

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  2. Orla de Belém – Anel Rodoviário: A orla da região metropolitana de Belém, de Icoarací à Benevides, deveria ser aterrada para a construção de grandes estacionamentos e terminais de carga e passageiros, os pontos de apoio de um anel rodoviário, duplicado, que seria complementado pela construção de uma rede de pontes que interligariam o Curuçambá à algumas ilhas de Ananindeua, à ilha do Mosqueiro (pela parte estreita do Furo das Marinhas, que é largo na longínqua ponte), à cidade de Benfica e à cidade de Santa Barbara, que se conecta à cidade de Benevides através da PA-391, que seria prolongada até o Rio Guamá, onde iniciaria o trecho sul do “RODOANEL”, daí seguindo até Icoarací.

    Através da rede de pontes seria possível passar (na mesma via) de Benfica à Marituba (sem usar a BR-316), ao Distrito Industrial, ao Curuçambá (emendado ao Icuí) e ao Tenoné, até a estrada do Maracacuera/Outeiro.

    A Avenida Julio César poderia ser estendida tanto da base aérea à Baía do Guajará, quanto da Avenida Almirante Barroso até o rio Guamá, atravessando a área da COSAMPA, passando entre o lago Bolonha e a estrada da “Fazenda Velha”.

    Todas as vias desse eventual anel rodo-metropolitano seriam do tipo “expressa” (livre de cruzamentos), com longas retas e curvas de raio longo, compensadas (inclinação positiva do lado externo da curva), inclusive nos “super-trevos” (super viadutos), favorecendo um fluxo de tráfego veloz e seguro que estaria livre de semáforos, lombadas, travessia de pedestres, veículos de tração animal, ciclistas e cadeirantes, que atravessariam as vias expressas através de túneis, rampas (passarelas) de acesso irrestrito e ciclovias.

    A imagem do satélite esclarece que o trânsito mais intenso deve fluir margeando a cidade, aliviando os pontos críticos, principalmente no centro antigo, cujo afluxo atual seria diluído por causa da múltipla escolha de acessos, ou não, no caso de caminhões que se dirijam ao porto, ou no desembarque bairro-centro, dos ônibus, que seguiriam margeando a Baía do Guajará, retornando à periferia.

    Rotas urbanas mais longas, realizadas sobre vias planejadas, diminuem a incidência de colisões e economizam tempo e combustível, quando comparadas a trechos mais curtos que atravessem bairros densamente povoados, repletos de cruzamentos congestionados.

    Eu nunca vi um político ou engenheiro de transportes mencionar a necessidade, urgente, de um Anel Rodoviário-Metropolitano, que resolveria problemas de tráfego congestionado. Somente um projeto monumental reordenará Belém e abrirá novas áreas para uma urbanização horizontal planejada (anti-favelização). A ilha do Mosqueiro e algumas ilhas de Ananindeua são imensas e desabitadas, e estão à poucos minutos do Ver o Peso, desde que se dê prioridade à fluidez (velocidade) do tráfego.

    O problema do brasileiro é "pensar" que o caminho mais curto entre dois pontos não é uma reta. E quando ele faz uso da regra lógica, é de uma forma perversa: espreme ciclovia contra faixa exclusiva para ônibus em vias já estranguladas e subdimensionadas, verdadeiras “fábricas” de moer carne. O "prefeito" Edmilson Rodrigues fez isso na Rodovia Augusto Montenegro.

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